Por que a cidade se chama Campinas?

Há 243 anos, neste mesmo dia 14 de julho, a celebração de uma missa em uma pequena capela no campo marcou a fundação de Campinas, hoje uma das mais importantes metrópoles do Brasil. De onde veio o nome Campinas? Por que esse nome “pegou”?

Como tudo começou
Tudo começou lá pelos anos de 1721 e 1730, quando foi aberto um caminho de terra para ligar o Planalto de Piratininga (onde estava São Paulo) e as regiões de Goiás e Mato Grosso. A via foi construída para o deslocamento dos tropeiros e os bandeirantes paulistas que iam em busca de minérios e pedras preciosas no interior do Brasil.

E nessa via, que ficou conhecida como “Caminhos dos Goiases”, foi construído um local de parada entre as cidades de Jundiaí e Mogi-Mirim. Por que esse local foi escolhido para a parada? Porque nele havia três pequenos terrenos descampados (campinas sem árvores) no meio da mata que margeava a estrada. Era um local propício à construção de instalações para descanso dos caminhantes e seus animais de carga.

A parada ficou inicialmente conhecida como “Campinhos de Mato Grosso”, e nos anos posteriores, como “Bairro de Mato Grosso”, e mais adiante, como “Campinas do Mato Grosso”.

Como a “Campinas de Mato Grosso” se tornou Campinas?
A história não acaba aí. Entre os anos de 1739 e 1744, a família de Francisco Barreto Leme, que vivia em Taubaté, adquiriu terras na região e mudou-se para esse local de parada, dando origem a um pequeno povoado. O vilarejo foi crescendo e, no ano de 1767, a “Campinas do Mato Grosso” contava com 185 habitantes.

Como o grupo de moradores começou a ficar numeroso, e os deslocamentos até Jundiaí eram longos e cansativos para participar das missas dominicais, em 1772 foi pedida uma licença para a construção de uma capela no local.

Em 1773, autoridades eclesiásticas permitiram que fosse erguida uma igreja matriz, ao invés de uma capela. A igreja recebeu o nome de Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (mesmo nome da atual Catedral de Campinas, e que explica por que Nossa Senhora da Conceição é a padroeira de Campinas, e no dia 8 de dezembro, seu dia, é feriado na cidade).

Iniciada a construção da pequena matriz (onde hoje está o Largo do Carmo, no centro de Campinas), no dia 14 de julho de 1774, ainda em uma capela provisória, o frei Antonio de Pádua celebrou a primeira missa no local. A partir desse dia, criou-se a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, ainda ligada a Jundiaí. E essa data foi escolhida para a fundação da cidade.

Campinas chegou a mudar de nome
Mas o local ainda não tinha o nome de “Campinas”. Fundada a igreja, em 1775, nesse local, foi criado o Distrito de Conceição de Campinas, ainda pertencente a Jundiaí. A emancipação da cidade vizinha só ocorreria em 1797. E o mais curioso: a vila recebeu, inicialmente, o nome de São Carlos.

Nela viviam cerca de 2.107 habitantes na época. Mas o nome “São Carlos” nunca pegou junto à população. Campinas era o nome mais popular. E assim, no ano de 1842, quando a vila foi elevada à condição de cidade, recebeu o nome com que todos a chamavam: Campinas!

Campinas hoje
Assim surgiu o nome de uma das mais importantes metrópoles do Brasil, com uma enorme força econômica, um dos principais polos de ciência, educação, pesquisa e alta tecnologia do país, e também um importantíssimo polo logístico, servido por várias rodovias, ferrovias e um grande aeroporto. Campinas, que linda história!

Fonte: Pró-Memória de Campinas/SP

Imagem: Fasouzafreitas/CC BY-AS 3.0