Locação de imóvel residencial freia queda com alta de 1,63%

Depois de ter caído 13,72% em outubro e 11,57% em setembro, o número de imóveis residenciais alugados no Estado de São Paulo cresceu 1,63%. “Foi modesto, mas positivo, e isto é o que conta como possível sinal de mudança de comportamento”, avaliou o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto.

A pesquisa feita com 1.653 imobiliárias de 37 cidades apontou que foram alugados em novembro 2.651 imóveis, elevando em 1,63% o índice estadual de locação: de 1,5780 em outubro para 1,6038 em novembro. Novamente alugaram-se mais casas (56,09%) do que apartamentos (43,91%). As imobiliárias receberam de volta 1.538 imóveis, o equivalente a 58,02% do total de novas locações.

O número de novas locações aumentou na Capital (1,85%), no litoral (36,26%) e na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (1,21%). Só no interior houve queda, de 1,15%. Imóveis com aluguel mensal de até R$600,00 foram os mais alugados no interior (51,37% do total) e na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (54,57%).

Na Capital e no litoral predominaram os imóveis com aluguel de até R$800,00 – eles somaram 50,23% e 57,55% do total, respectivamente.

Preços
O menor aluguel do Estado em novembro foi R$180,00 por casas de 1 dormitório localizadas em bairros de regiões não nobres e fora do centro de São Carlos e Guarulhos. Ressalve-se que este foi o valor encontrado em uma única operação de locação para esse tipo de imóvel, o que não reflete, necessariamente, a média de valores de mercado.
Foi em Campinas que o Creci-SP localizou o aluguel mais caro – R$ 7.000,00 por casas de 3 dormitórios em bairros da área central da cidade. Este foi o valor máximo, sendo o mínimo de R$ 750,00.

Garantia
O fiador continua a ter presença marcante nos contratos de locação. Esteve presente como garantidor do pagamento em caso de inadimplência do inquilino em 77,45% do total de novos contratos formalizados em novembro no interior. Marcou presença também em 50,81% dos aluguéis contratados no litoral, em 43,81% na Capital e em 41,18% na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.

O depósito de valor equivalente a três meses de aluguel foi a segunda forma de garantia mais utilizada, presente em 29,84% dos contratos no litoral, em 10,25% no interior, em 32,68% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco e em 25,7% na Capital.
Foi na Capital que o seguro fiança teve seu melhor desempenho, com 29,09%, baixando para 23,97% na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, 18,55% no litoral e 9,51% no interior. As outras modalidades de garantia de locação tiveram participação modesta no conjunto dos novos contratos.